12 de setembro de 2009

Relato de um vampiro - Parte II


A loucura é só um ponto de vista. Todos são loucos. Alguns conscientes de sua loucura. São aqueles que conseguem abandonar a caverna, aqueles a quem a luz da existência os cega e a solidão, que acomete todas as almas que deixam a caverna, se torna uma companheira inseparável. Em vão tentam conseguir o apoio dos cegos que permanecem na caverna cegados pelas sombras.

Nesses dias em que a solidão é a minha única companheira, a minha amiga, a minha esposa casta, desejo me transportar para outros mundos, alegres, divertidos, eternos. Porém, isso seria desistir daquilo que lutei tanto para conseguir. Desistir da luz. E desistir é para os fracos. Não lutar é para os fracos. Eu sou forte. Eu sou vencedor.

Apesar da solidão do mundo real eu gosto dela, me faz sentir vivo, pois quem vive rodeado de companheiros e companheiras está na caverna, e quem está na caverna, está morto no mundo real e vivo no mundo virtual.

Devido a isso, grito aos quatro ventos e em eco eles me devolvem o grito: Prefiro a dor da existência à felicidade da idiotice e da estupidez humana.